BOA QUALIDADE DE VIDA

September 25, 2019

Eu ouço muito as pessoas dizerem que não têm qualidade de vida.

 

Mentira! Claro que têm! O fato é que elas provavelmente têm uma qualidade de vida muito ruim, mas têm. Todos nós temos algum tipo de qualidade de vida.

 

E eu lhe pergunto, como é a sua? Ela é boa? Satisfatória? Ruim?

 

É possível se ter uma boa qualidade de vida passando horas no transporte caótico do dia a dia rumo ao trabalho, por exemplo?

 

Não há mágica, mas para se melhorar a qualidade de vida, tudo se inicia com um pequeno exercício de percepção.  Isto mesmo, “percebendo”!

 

Então, vamos ao exercício:

 

E se o conceito de passado e futuro não existisse, o que sobraria?

Somente este exato instante, ou seja, o “agora”.

 

Sendo assim, este exato momento em que você lê este texto é a única ocasião de sua vida em que você pode existir. E viver. Você só está vivo no agora.

 

O passado, por mais que pese em sua memória, não existe mais no agora de forma concreta. Vamos lá, não precisa acreditar em mim! Procure o seu passado ao seu redor agora, ou aqui nesta página, ou em sua respiração, ou mesmo no batimento de seu coração exatamente agora. Onde ele está senão em sua imaginação? Este passado não está no mundo real à sua frente.

 

Quanto ao futuro então, é pura especulação mental, por mais que você imagine o que virá a fazer nos próximos minutos, horas ou mesmo dias, meses ou anos.

 

Veja, eu já dei a dica: “por mais que você imagine”. Imaginar o que virá. Só resta sonhar acordado com uma imagem que certamente é pura imaginação, não é real.

 

Logo, o tempo é, única e exclusivamente, este exato momento em que você está vivendo e lendo este texto, aqui e agora. E o tempo é a sua vida.

 

Tendo isto em mente, vamos agora perceber o que podemos melhorar em nossas vidas.

 

A boa qualidade de vida começa quando estamos conscientes e, para isto, é preciso diminuir os conflitos e brigas internas, como a raiva quando não nos conformamos em ficarmos horas no ponto de ônibus ou parados na fila do banco.

 

Se tivermos a percepção de que o tempo em que estamos fazendo algo desagradável é o mesmo tempo em que estamos fazendo algo prazeroso, e este tempo é a nossa vida, pois estamos conosco mesmo, de duas, uma: ou deixamos de fazer o que nos incomoda tanto ou continuamos a fazer a tarefa tediosa, porém de forma mais harmoniosa, achando artifícios e recursos para “vivermos” melhor enquanto cumprimos a dita obrigação, ao invés de tentar simplesmente “passar o tempo” ou fazer com que este tempo tedioso ou perdido (que agora você sabe que é a sua vida) seja riscado da existência, para que deixemos logo o fardo e passemos a fazer algo prazeroso.

 

Veja, quando você está em uma tarefa chata e quer que chegue logo à noite, por exemplo, está desejando perder uma parte do dia. Isto é, de fato, querer deixar de viver uma parte de sua vida! Não creio que desejar matar uma parte do deu dia, ou melhor, querer morrer durante uma parte de sua vida seja um desejo muito inteligente.

 

Então o que fazer? Achar graça em ficar horas na fila do banco? Ou ficar em êxtase na sala de espera da oficina mecânica enquanto aguardamos o conserto do carro?

 

Seria ótimo, mas não é por aí.

 

Podemos começar achando o sentido para as coisas que estamos fazendo no dia a dia, caso contrário, fará muito mais sentido deixarmos de fazer a tarefa que nos é tão penosa.

 

A fila do banco é um exemplo clássico que causa uma queda na sensação de qualidade de vida das pessoas. Se eu tenho a percepção de que eu quero ter eletricidade em minha casa e tudo o que ela me oferece, mas para isto eu tenho que pagar pelo seu uso, então eu escolho pagar a conta. E, se para isto eu necessito dispender uma tarde para quitar esta conta de luz e ter a energia em minha casa, por mais que eu reclame, eu passo a ver um significado neste processo e, em consequência, eu sinto que minha qualidade de vida melhora, pois minha vida (meu tempo) passa a fazer mais sentido, pois faço algo por mim, para mim.

 

Eu “não tenho que” pagar a conta de luz. Eu escolho pagá-la pois eu quero comprar seu uso para ter em troca tudo o que ela me oferece. E fico satisfeito pela negociação. Deixo de me sentir obrigado e passo a me sentir mais livre em minhas decisões e tarefas do dia a dia. Isto não é me enganar e sim perceber uma nova realidade que eu ainda não via. Eu amplio minha consciência.

 

Por outro lado, se eu me vejo fazendo tarefas de outras pessoas simplesmente por achar que eu “tenho que”, mas percebo que não tenho obrigação alguma, posso questionar se eu teria mesmo que usar a minha vida para tal. Simplesmente pode não fazer o menor sentido para mim.

 

Faça uma reflexão de tudo o que você se sente na obrigação de fazer. Todos os “tenho que”. Daí você começará a perceber o que realmente é importante em sua vida e tudo o que está sendo uma grande perda de tempo (de vida). Com isto, você poderá reavaliar de verdade suas escolhas de vida de maneira muito mais assertiva.

Para descobrir as respostas, é necessário perceber as queixas internas e deixar com que novas respostas venham.

 

Comece com pequenas coisas, não tente reinventar sua história.

 

Eu costumava reclamar por ter de tomar alguns remédios e gastar parte do dinheiro com eles.

 

Ficava irritado e pensava em tudo o que eu estava perdendo tanto financeiramente quanto fisicamente.

 

Não preciso dizer que minha qualidade de vida era horrível, pois eu me sentia péssimo.

 

Hoje eu abençoo as pessoas que dedicaram suas vidas em prol da medicina e da minha melhora! Os médicos, farmacêuticos e até familiares que me apoiaram. E agradeço ao fato de poder ter dinheiro para comprá-los, pois eu quero o meu bem estar e os medicamentos me garantem minha melhora.

 

De repente, apenas com esta nova percepção, tudo mudou. Me sinto ótimo e minha qualidade de vida está muito melhor, justamente por ter acesso à medicação.

 

O que modificou lá fora, no mundo? Nada! Absolutamente nada mudou.

 

Mas uma nova percepção interna me deu uma concepção ampliada de minha própria vida. Abriu minha visão e consciência.

 

Transformei minha realidade e criei uma boa qualidade de vida para mim mesmo.

 

Claro que, para mudar, será necessário dizer muitos sins para si mesmo e nãos para os outros e isto não é fácil, mas mais difícil é viver uma vida sufocada e angustiada por achar que se tem que se sujeitar às vontades alheias.

 

Bem, caro amigo, a qualidade de vida você já tem.

 

Cabe agora a você ampliá-la e conquistar a boa qualidade de vida que você tanto merece!

 

Um beijo no seu coração.

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